quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Festa do Bahia acaba em tragédia


O que tinha tudo para ser um dia de glória terminou em tragédia. No último domingo, 25 de novembro, aos 35 minutos do segundo tempo da partida entre Bahia e Vila Nova, realizada na Fonte Nova, uma parte do anel superior do estádio desabou. Onze pessoas caíram para fora do estádio, seis morreram na hora e mais de 40 ficaram feridas.




O Sindicato de Arquitetos e Engenheiros constatou que, entre os grandes estádios do país, a Fonte Nova é o que está em pior situação. Entre outros itens importantes, falta conforto, segurança e vagas de estacionamento.

Somente depois do acidente de domingo, o Governo do Estado pediu a interdição do estádio. O governador da Bahia, Jaques Wagner, anunciou no dia 27, que a Fonte Nova será demolida e no local construído um novo estádio de futebol que deve comportar 60 mil torcedores. Wagner explicou que quer dotar a Bahia de um estádio de futebol digno dos baianos.





Depois do jogo contra o ABC no último dia 22, onde a torcida marcou presença com mais de 59 mil ingressos vendidos , o clube garantiu a partida que definiria o futuro do time na série B e que estragaria a festa de mais de 59 mil torcedores baianos. O jogo não foi dos melhores. Mesmo sem gols, o empate de zero a zero contra o Vila Nova, fez o tricolor carimbar sua passagem para a série B do Campeonato Brasileiro, assim como o Vitória também se classificou para a primeira divisão.





A comemoração da subida do time para a série B, foi marcada por tristeza e a torcida do Bahia não teve clima de festa para comemorar a tão sonhada classificação.




Invasão dos torcedores do Bahia na Fonte Nova

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

OPERAÇÃO VERÃO

O verão começa no dia 5 de novembro deste ano e dura até 27 de fevereiro de 2008. Esta é a estação do ano mais celebrada, e é a cara da Bahia. Férias, praias, viagens, e festas, muitas festas. Tudo se transforma, e Salvador vira palco de grandes ensaios da música baiana. A moda também se adequa à estação mais quente e mais longa do ano e chega com grandes inovações.
O movimento no aeroporto Luis Eduardo Magalhães, mesmo alterado por conta da redução de vôos em Congonhas não é fraco. O turismo ainda é a uma grande geração de renda da cidade e pessoas do sul e sudeste se deslocam só para aproveitar o agito do verão.
Com todo esse clima de festa, a Prefeitura Municipal de Salvador , juntamente com a Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET) está se programando para iniciar, no dia 01 de dezembro de 2007, a Operação Verão 2007-2008.
O objetivo é intensificar a fiscalização aos condutores que dirigem após fazer uso de bebida alcoólica. Os bairros à beira mar são um dos principais focos de atenção da SET. As pessoas que saírem das praias após o consumo de álcool poderão ser surpreendidas por bafômetros no caminho.
De Itapuã à Ribeira, sete pontos foram escolhidos para equipes realizarem a fiscalização. Segundo informações do Jornal da Mídia , alguns aparelhos já foram instalados pela SET, e qualquer outro equipamento que esteja camuflado em algum local da cidade é para a contagem volumétrica, com fins de pesquisa interna e não está programado para multar nenhum condutor .
De acordo com a superintendência, blitzes móveis também serão instaladas nas saídas de todos os eventos musicais que forem programados para o período do verão. Toda essa vistoria ajudará a diminuir o número de acidentes, com vítimas, causados no trânsito, por misturar bebida e volante, e assim garantir um bom verão para todos.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Um teatro de idéias




Inaugurado em Julho de 1997, o Teatro XVIII, localizado no centro histórico de Salvador, fecha as portas depois de 10 anos promovendo cultura para a população baiana. Em 2000, uma nova gestão administrativa do Teatro apostou num projeto de democratização da cultura e potencialização de acesso, que tem como pilares uma programação de qualidade e um ingresso a preço justo. Essa virada conceitual foi apoiada pelo patrocínio integral de todos os projetos através do FazCultura e transformou o XVIII em um teatro de idéias e ideais.Ainda em 2000, a direção do teatro passou a administrar também o Anexo do XVIII, uma casa vizinha, onde acontece o projeto Cursos de Aprendizado Cênico e os ensaios de todas as produções. Neste mesmo ano a Galeria Moacir Moreno, que mensalmente recebe, sem ônus, artistas emergentes para exposições de artes visuais, também foi inaugurada.Os saraus literários tiveram grande importância para o teatro e para todos que o freqüentavam, foi com ele que surgiu o projeto Segundas do XVIII. Toda primeira segunda-feira do mês, um grupo de artistas da casa e convidados lê textos literários reunidos por autor ou tema, com acesso gratuito. Em seguida vieram os Saraus Instrumentais, com o Grupo de Câmara de XVIII interpretando peças de compositores eruditos nacionais e internacionais, a cada última segunda-feira do mês. Em 2002, novos eventos juntaram-se a essa programação: Na segunda segunda-feira do mês o Noites Sem Caráter permite a qualquer interessado subir ao palco e realizar uma fantasia artística e na terceira segunda-feira, especialistas discutem temas contemporâneos no Penso Logo Existo.Segundo site do teatro, a cessão de pautas sem ônus para grupos e artistas locais e de outros Estados é uma constante no XVIII desde 2000. Os espetáculos selecionados recebem o apoio técnico (iluminador, sonoplasta, chefe de palco, camareira, assessor de Imprensa) para apresentar seu trabalho. A única taxa cobrada é o preço do ingresso, que não ultrapassam o valor de R$ 4,00. Depois dessa guinada em 2000, até os dias de hoje, o teatro lotou as salas, as apresentações extrapolavam o palco e nos finais de semana era garantia de que o XVIII promovia cultura para todas as classes sociais. A crise que envolve o fechamento do Teatro leva descontentamento para muitos. Uma coletiva de impressa foi realizada no dia 24 de setembro de 2007 para esclarecer os principais motivos do fechamento do XVIII. A ausência do secretário de cultura Marcio Meireles foi uma das polêmicas da coletiva. Segundo Clara Sales, estudante e atriz que cresceu com o XVIII, a perda é irreparável. O teatro que durante dez anos, foi o grande formador da cultura baiana e da formação de platéia, teve grande produções de qualidade, com bons elencos e textos que se somam a projetos de formação artística.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Luto na opéra


Morre aos 71 anos, em Modena, Itália, o maior tenor de todos os tempos, Luciano Pavarotti. O cantor erudito enfrentava um câncer no pâncreas a pouco mais de um ano. Segundo site G1 , o falecimento acorreu às 5h locais (0h no horário de Brasília) desta quinta-feira (6), mas a notícia só foi confirmada por volta da 1h50 pelo empresário do tenor, Terri Robson. Após a descoberta da doença, em Julho do ano passado, Pavarotti se submeteu a uma cirurgia, perdeu 30 quilos e deixou de fazer aparições públicas desde então. No dia 8 de Agosto, ele foi internado com uma infecção pulmonar no hospital Policlínico de Modena. Após a saída do centro médico, duas semanas depois, o cantor vinha recebendo cuidados de uma equipe de especialistas na sua casa, onde veio a falecer três semanas mais tarde. De acordo com o site da UOL, o estado de saúde de Luciano Pavarotti havia piorado muito nesta semana, ele ficou inconsciente e teve insuficiência renal, desde então parentes e amigos reuniram-se na casa dele até o anúncio do seu falecimento. O funeral do cantor será realizado no próximo sábado (08/09) na sua cidade natal, Modena.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Até quando irá funcionar essa tal de justiça?

Ainda não estou acreditando muito, mas não é que essa tal de Justiça brasileira funciona?!
Os garotos acusados de matar o policial Yan Milton de Souza, morto a tiros na noite do último dia 2 de julho, quando saía de uma boate no Jardim dos Namorados, em Salvador, ainda continuam presos. A quadrilha é formada por sete estudantes universitários e de classe média alta. Hélio Ramos Neto, 19, estudante de arquitetura da Unifacs, autor do disparo que matou Yan Milton; Luís Cláudio Holmes Souza, 22, e Antônio Abreu Trindade Júnior, 22, conhecido como “Lacraia”, estudante de cursinho pré-vestibular. O quarto jovem envolvido no assassinato, Christian de Jesus Oliveira, 18, morador de Vilas do Atlântico, está foragido. Outros três, Rafael Ramos, Robson Oliveira e Pedro Mercês, foram presos com um carro roubado, mas segundo dados do site Ibahia, as investigações mostram que eles pertencem a mesma quadrilha.
E, em um país onde a justiça não funciona, este caso vem me surpreendendo. Uma certeza pode se ter: eles AINDA estão presos. Os acusados se encontram no Centro de Observação Penal (COP), no complexo penitenciário da Mata Escura. Mas uma dúvida permanece: até quando eles ficarão por lá? Até quando essa tal de justiça vai continuar funcionando para esses assaltantes “grã-finos”?
Dúvidas, dúvidas e dúvidas marcam esse caso. Onde será que se encontra o foragido Christian?Em um depoimento dado ao jornal Correio da Bahia, o advogado do estudante afirmou que partiu da família a decisão de Christian não se apresentar. Ou seja, a família continua contribuindo para que haja mais crimes desse tipo.
Mas a pergunta que provavelmente está na cabeça de muitos é: o que levou jovens de classe média alta, estudantes universitário, que tiveram todas as oportunidades da vida, a cometer um crime brutal como esse? Hélio contou ao Correio da Bahia on line, que só pretendia roubar o celular e o dinheiro da vítima, mas não contava com a possibilidade de Yan ser um policial e reagir ao assalto. Para justificar o ato, o menino ainda disse que os pais estavam passando por dificuldades financeiras.
Piada... só pode! Trabalho está ai pra que?
A advogada Janete Vieira Silva que acompanhou o depoimento dos jovens, acredita que os pais tenham dado liberdade de mais para esses meninos e que infelizmente não acompanharam o desenvolvimento dos filhos. Pra mim isso tem outro nome: falta de vergonha na cara desses garotos ricos e mimados.
Mas enquanto a indignação toma conta de muitos, a justiça está ai agindo, lenta, mas agindo. Hélio, Antônio, Luís Cláudio e Christian vão responder a inquérito policial por formação de quadrilha, posse ilegal de arma e latrocínio, enquanto Pedro, Robson José e Rafael serão indiciados por receptação de veículo roubado e também por formação de quadrilha. Já Antônio responderá ainda por tráfico de drogas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

O fim de uma saga




Depois de longos dez anos, a história sobre o bruxinho mais famosos de todos os tempos chega ao fim. J. K. Rowling escritora da saga Harry Potter, leu na meia noite do dia 21 de Julho os primeiros capítulos de sua mais nova obra, Harry Potter e as Relíquias Mortais. O lançamento do último volume da saga, foi marcado por uma polêmica: uma semana antes havia vazado na internet alguns capítulos do livro. Seria verdade? Ou seria apenas mais um material falso publicado na rede? Polêmicas a parte, exatamente a meia-noite do sábado (21/07/07), quando Rowling iniciou a leitura do primeiro capítulo, tudo ficou claro: Relíquias Mortais realmente havia vazado. A editora Scholastic, responsável pela publicação dos livros nos Estados Unidos, também confirmou o vazamento e justificou o fato por causa de uma quebra de contrato com uma distribuidora.
Mas naquela altura do campeonato, isso francamente não importava mais. Tudo que se passava na cabeça de milhões de fãs em todo o mundo era o mesmo: Harry Potter acabou.
O sentimento é indescritível e único para cada um, mas tendo que ser exemplificado, figura como uma mistura de tristeza e sensação de vazio que se choca com a alegria e excitação de ler um novo livro.
E que livro queridos leitores, que livro...
Se existe uma palavra que simplifique o último volume da série é: surpreendente.
Cada linha do livro é marcado por uma nova revelação, um sentimento de descoberta. É impossível respirar aliviado a cada capítulo lido. Em uma única página era possível sentir medo, agustia, alegria. Mas nem tudo são flores. Muitas mortes acontecem, personagens queridos são perdidos, mas tudo isso é sobre-saltado por vitórias e conquistas. Concluindo, Relíquias Mortais vem para fechar com chave de ouro uma das melhores ficções já escritas em toda história, que merece ser lida, relida e lida de novo.
Simplesmente, J.K. conseguiu escrever o melhor desfecho para a história que marcou milhões de crianças, adolescente e adultos em todo o mundo. A prova de todo esse sucesso é simplesmente o recorde de vendas. 8,4 milhoes de livros vendidos no mundo em apenas 24 horas, segundo site de fãs. Embora Rowlling já tenha declarado que não escreveria mais sobre o bruxinho, ela revela em uma entrevista a um jornal americano, que fará um novo livro sim, uma enciclopédia. A obra tratará das figuras históricas, como os fundadores da escola de magia de Hogwarts, assim como das árvores genealógicas dos principais personagens (o próprio Harry, Hermione, Dumbledore e Voldemort). Além é claro do final dos personagens secundários, que são de fundamental importância para toda a história e que a escritora não conseguiu dar um desfecho em Relíquias Mortais.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

A falsa revitalização de um patrimônio cultural


As ruas carregadas de história do Pelourinho voltam a ser palco da polêmica batalha entre o interesse do estado e os da população residente ali. De um lado, o Estado, que vê na desapropriação das casas a única forma de conservar o patrimônio tombado pela Unesco. Do outro, os moradores locais, que, tendo ali o seu local de trabalho e seu currículo de amigos, gritam pela permanência no tão visitado centro histórico de Salvador. A polêmica não é nova, nasceu ainda em 1193, quando o Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) deu início à primeira etapa do projeto de revitalização.
O governo do estado ao revitalizar o patrimônio, transferiu moradores para áreas periféricas da cidade como Mussurunga, Cajazeira, Canabrava. Deram casas que muitos não podiam manter, pois a renda não chegava nem a um salário mínimo. Despejaram famílias para uma área sem escolas, transporte público, sem postos médicos, enfim, sem uma estrutura básica de sobrevivência. Quando a reforma se encontrava na sétima etapa, em 2000, o estado prometeu novas casas e uma indenização aos moradores, que até hoje, sete anos depois, nunca viram a cor do dinheiro.
É nesse âmbito que duas políticas públicas entram em discórdia. A política pública da valorização da cultura na cidade, e a política pública da habitação. Como podem ex-moradores do centro urbano, onde possuíam pelo menos algum acesso à educação, saneamento, posto médico, trabalho, serem transferidos, para cajazeira, mussurunga, áreas periféricas sem condições de moradia? Só pelo simples fato de um centro histórico precisar ser reformado para atrair turistas e se transformar em centro cultural para formação dos jovens de elite?
Não pode existir cultura sem gente, raça, suingue, calor e a raiz do povo que habita e que fez o centro histórico também um centro de cultura e lazer.
O Pelourinho é um patrimônio histórico e cultural, e patrimônio cultural é tudo aquilo que permita compreender o homem e sua cultura. Não basta apenas o centro histórico possuir casinhas bonitas e bem padronizadas, se a cultura não depende apenas disso. Tirando os moradores dali, o governo entra em contradição até mesmo com o que diz ser de seu interesse. Ele não está tirando apenas a moradia de uns, mas também não está permitindo que a tal cultura que eles tanto querem implantar no pelourinho seja passada para seus jovens.
É claro que existem sempre aqueles que defendem a idéia de que para haver um processo de elitização, que traz cultura e melhoramento do espaço urbano, tem que haver a exclusão da parte que não corresponde à elite. O que acontece é que áreas como o centro histórico, foram ocupadas pela população menos favorecida e perderam seu dinamismo porque a parte rica se deslocou desses lugares. Logo, o centro histórico perdeu seu valor como centro comercial, deixou de receber a atenção do estado e entrou em processo de degradação. Quem vai querer que um patrimônio histórico e cultural, centro turístico de fundamental importância para a cidade, seja habitado por mendigos e prostitutas? Acredito que ninguém.
E é ai que o estado peca. Ao invés de conciliar projetos urbanísticos, que implicam em revitalizar o espaço urbano, com um projeto de inclusão e permanência da população, ele simplesmente tenta excluir os únicos que mantiveram erguidos o patrimônio que o próprio estado esqueceu.
A reforma poderia acontecer mesmo com os moradores ali, se o estado permitisse que eles também fizessem parte dessa revitalização. O espaço físico seria reformado e a educação social também.